Confira dicas para filmar e fotografar sem tremer

Por: suporte Em: Geral Criado em: 2014-11-06 Comentário: 0

Confira nossas dicas para fotografar e filmar evitando que suas imagens fiquem tremidas. Entendendo a configuração da sua câmera e utilizando equipamentos profissionais e improvisados para obter a melhor imagem, tudo ficará mais simples.

O ícone da “mãozinha” e usualmente utilizado para indicar o uso de sistemas de estabilização da câmera (Foto: Adriano Hamaguchi/TechTudo)

Ajustando a configuração da câmera

Desde as câmeras mais simples às mais complexas, é comum encontrar a função de “estabilização”. Na configuração padrão, este recurso já é acionado automaticamente.

A estabilização da câmera pode ser através do deslocamento do sensor, deslocamento das lentes ou por processamento digital. A intenção é fazer com que a câmera acompanhe o movimento da sua mão para reduzir o efeito de “imagem tremida”.
Imagens nítidas com alto nível de zoom, por exemplo, seriam impossíveis sem a ajuda da estabilização da câmera sem a utilização de tripés, e mesmo assim, capturar imagens deste tipo com nitidez, é um grande desafio. Clique aqui e conheça nossas câmeras.

A maioria das câmeras e lentes podem oferecer sistemas de estabilização da imagem (Foto: Reprodução/Adriano Hamaguchi)

Aumentar a velocidade do obturarador ao máximo aumenta suas chances de obter fotografias mais “congeladas”, mas você terá que compensar a configuração, aumentando a sensibilidade ISO e/ou a abertura (“aperture”), para que a imagem não fique escura.
Em câmeras mais simples, o modo de cena “Esportes” geralmente é o que favorece captar imagem com a maior velocidade, e este é o modo indicado justamente para captar objetos em movimento.

O esquema abaixo tenta resumir o efeito que cada configuração produz na imagem captada.

Esquema ilustrado de ajustes de exposição de câmeras (Foto: Reprodução/Switching Canon)

Tripé

Por mais que os fabricantes prometam, o sistema de estabilização das câmeras não é suficiente. O tripé continua sendo a solução mais indicada para fotografias e filmagens, independente da configuração ou das condições de iluminação do ambiente.

Uma imagem com exposição próxima a um segundo é praticamente impossível de ser obtida com nitidez sem a ajuda de um tripé, principalmente em ambientes mal iluminados. Apenas “mãos bem treinadas” conseguem a façanha de fotografar nitidamente sem o auxílio do aparelho. Clique aqui e conheça nossa linha de tripés.

Comparativo entre fotos com mesma sensibilidade e velocidades diferentes (Foto: Adriano Hamaguchi/TechTudo)

No exemplo abaixo comparamos duas imagens capturadas com seis segundos de exposição, sem e com o auxílio de um tripé.

Comparativo entre imagens capturadas com longa exposição e sem tripé, à esquerda, e com tripé, à direita (Foto: Adriano Hamaguchi/TechTudo)

Os tripés profissionais geralmente possuem pernas independentes, e isto facilita o nivelamento em qualquer terreno. Sua estrutura é muito mais resistente que os demais tipos, e muitos dos modelos permitem reposição de peças, quando necessário.
Os tripés portáteis (ou semiprofissionais) possuem preços mais atraentes, mas as pernas interligadas limitam um pouco suas possibilidades. A cabeça do tripé geralmente é fixa, e caso alguma de suas peças se estrague, geralmente não há reparo. O peso dos tripés portáteis também é bem menor, e a mínima vibração ou vento podem afetar a qualidade da imagem.

Os mini tripés quase não tem utilidade para fotografias externa, mas eles podem ser usados em câmeras menores como suporte para filmagens de ação. Eles são indicados para ambientes internos ou quando você precisa apoiar a câmera sobre uma mesa, por exemplo. Também podem ser úteis para selfies e vídeo depoimentos.

Tripés “semi-profissionais” são indicados para a maioria das situações e possuem preços acessíveis (Foto: Reprodução/Adriano Hamaguchi)

No caso de tripés profissionais, algumas marcas vendem a cabeça separada do tripé. Pode parecer caro, mas esses modelos são “definitivos”, enquanto um simples amassado pode comprometer o funcionamento de um tripé amador.

Fique atento à classificação que o varejo não especializado dá aos tripés. É comum encontrar exemplares amadores classificados como profissionais. Um tripé profissional provavelmente custará mais de R$ 300, enquanto tripés simples são encontrados na faixa dos R$ 130. Fique atento também à altura máxima.

Estabilizadores profissionais para filmagem

Há vários tipos de equipamentos utilizados para estabilizar a imagem. Eles são próprios para filmagens, mas nada impede que você fotografe com eles.

Os estabilizadores portáteis permitem que você fique com a outra mão livre para configurar a câmera (controle zoom, foco e botão de disparo).

Os modelos com colete são certamente os menos portáteis, mas são os que provém maior estabilidade, e são indicados para uso profissional. Para sessões extensas, o peso da câmera incomoda, e contar com a ajuda do colete para aliviar o peso é uma opção bastante interessante.

O estabilizador de mão tipo “grip” é indicado para esportes radicais e dá mais mobilidade, permitindo capturar os melhores ângulos, ao contrário dos suportes presos ao corpo ou veículos.

E o estabilizador de mão com pesos, o tipo “flycam”, é um modelo simples que pode ser utilizado em várias situações. Os pesos podem ser remanejados e ajustados para compensar a variação do peso do corpo das câmeras. O peso pode ser maior na parte da frente, dependendo da lente utilizada, e lateralmente, principalmente quando se usa flashes ou microfones externos.

Estabilizadores para filmagem profissionais possuem preços elevados, e são indicados para uso profissional (Foto: Reprodução/Adriano Hamaguchi)

Os estabilizadores em formato de rodas ou deslizamento sobre trilho, os “dolly”, permitem filmagem super estáveis, mas com o movimento limitado à extensão e direção dos trilhos. São uma boa pedida também para a filmagem de detalhes e trazem dinamismo à cena.

Há também os estabilizadores com apoio para ombros “shoulder rig”. Seu manuseio lembra o das filmadoras profissionais mais antigas, e permitem uma boa estabilidade por se apoiarem nos ombros à altura dos olhos.

Os estabilizadores com formato semelhante a uma gaiola são versáteis. Você pode segurar o equipamento pelos lados com uma ou duas mãos, e ainda pode segurá-lo na parte superior, o que facilita abaixar o suporte à altura dos pés confortavelmente (o que seria difícil nos demais modelos).

Quanto menos ajustes nas imagens feitos por softwares, menores são as distorções (Foto: Reprodução/Adriano Hamaguchi)

Se a câmera não oferece o foco contínuo durante a filmagem, será necessário ajustar o foco manualmente ao longo do vídeo. Assim, é melhor optar por um estabilizador que te deixe com uma mão livre ou que tenha um sistema que a facilite o ajuste do foco (“follow focus”).

O “rei do pedaço”

O estabilizador Movi tem sido considerado o melhor estabilizador para filmagem. Sua estrutura e engrenagens complexas permitem captar imagens suaves mesmo nas piores condições e velocidade.

Estabilizador para uso profissional Movi oferece estabilização avançada (Foto: Reprodução/Adriano Hamaguchi)

Segundo os produtores que já o experimentaram, apesar de sua aparência monstruosa, ele é um equipamento extremamente silencioso, preciso e fácil de usar. O preço da versão M5, a menor e mais acessível, custa certa de U$ 5 mil (cerca de R$ 11.700), e a versão padrão, o Movi M10, custa cerca de U$ 16 mil (aproximadamente R$ 37.500) no site oficial. Veja vídeo do dispositivo.

 

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